Liga da Justiça
Diretor: Zack Snyder
Roteiro: Chris Terrio, Joss Whedon
Roteiro: Chris Terrio, Joss Whedon
Elenco: Gal Gadot , Jason Momoa , Henry Cavill , Ben Affleck , Amy Adams , Ray Fisher
Gênero: Ação, Aventura, Fantasia
Orçamento: US$ 300 milhões
Liga da Justiça é o filme mais equilibrado e genérico de Zack Snyder até então. Batman (Ben Affleck) e Mulher-Maravilha (Gal Gadot) recrutam um time de meta-humanos que formará a Liga da Justiça contra o vilão Lobo da Estepe (Ciaran Hinds) e os Parademônios. Seu objetivo é encontrar as três caixas-mães e destruir o mundo.
As maneirices de Snyder continuam nesta obra: excesso de slow motion, CGI problemático e montagem mal realizada. Contudo, esse ônus não vai somente para a conta do Diretor que viveu um drama pessoal e deixou o projeto antes de finalizá-lo. Quem passou a comandar a etapa final foi Joss Whedon (ex-Marvel). Claramente, há uma mudança de tom e foco que acarretaram em outros problemas.
A partir do Momento que Liga da Justiça é uma continuação de Batman vs Superman: A Origem da Justiça (2016), nota-se claramente que a DC restringiu tudo o que foi construído por Snyder. Desde o tom sombrio, o drama existencial dos personagens e até mesmo a história. BvS termina com a morte do Homem de Aço no caixão fechado e com a terra subindo dando a entender que ele apareceria triunfante e de forma orgânica, mas simplesmente essa conexão entre os filmes não existe. A DC se arrependeu do que Snyder fez, porém, o que se tentou construir e formatar é pior. A DC salva o problemático BvS e entrega o seu projeto mais sem graça.
Apesar de haver uma história mais estruturada, há falta de carisma, emoção e profundidade; um roteiro que sustente a narrativa. Com três personagens novos que completam a Liga, Flash (Ezra Miller) é o que tem mais tempo em cena, sendo também o alívio cômico e isso funciona apenas 50% das vezes. Nas outras, não há sequer o “time”. Aquamen (Jason Momoa) parece ser um personagem interessante e o efeito dentro da água foi uma grata surpresa. Dito isso, não contribui em nada na história e é o mais decepcionante em relação às batalhas. Cyborg (Ray Fisher) é bipolar: a mudança de quem vive enclausurado em um mundo obscuro a guri faceiro acontece de uma cena para outra.
Na relação entre Mulher-Maravilha e Batman, a amazona se sai melhor. Bruce Wayne está diferente de BvS. A preocupação é em liderar o time e planejar um ataque contra o inimigo. O que não faz sentido é ele estar vivendo o drama de ter perdido um “amigo” e isso sequer ser mostrado e retratado. Novamente a DC podando.
Decepcionantes são as resoluções inexplicáveis. Quando Lois Lane (Amy Adams) aparece e resolve um conflito entre os heróis da liga simplesmente por sua presença é digna de preguiça. Atente para como o vilão conquista com facilidade a terceira caixa mãe! O significado do “cheiro de medo” (?!?!) que tenta fazer gancho com o início do filme. São soluções pobres de roteiro e o que deveria ser uma boa sacada, acaba banalizado.
No desfecho do longa não há um momento memorável. Com certeza isso é o espelho dos problemas que a DC tem vivido e por conta de mudanças em meio ao projeto. A começar pelo próprio filme que deveria ser em duas partes e acabou virando um só. Mesmo assim, o grande incômodo desta Liga da Justiça é o que ele busca ser. Um bom exemplo é Thor: Ragnarok (2017) que se autointitula uma comédia, faz isso e entrega isso ao público. Mesmo com excessos, diverte. A Liga era para ser sombria, ganhou cor, algumas piadas fora de tempo, personagens sem profundidade e conta uma história para acabar com o mundo e em que a população se resume a uma família.
Há duas cenas pós-crédito.
Filme visto em cinema convencional.


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