Fome de Poder
Título Original: The Founder
Diretor: John Lee Hancock
Roteiro: Robert D. Siegel
Elenco: Michael Keaton, Nick Offerman, John Carroll Lynch, ...
Roteiro: Robert D. Siegel
Elenco: Michael Keaton, Nick Offerman, John Carroll Lynch, ...
Orçamento: US$ 25 milhões
Gênero: Biografia, Drama
Onde ver: Netflix, DVD, Blue-ray
Trabalho do Diretor John Lee Hancock que possui em seu currículo os medianos Malévola (2014), Branca de Neve e O Caçador (2012) e Um Sonho Possível (2010) que rendeu Oscar de Melhor atriz para Sandra Bullock.
A abertura de Fome de Poder já diz muito sobre o que se espera: Ray Kroc (Michael Keaton) é o centro das atenções. Com discurso imponente, sorriso maroto, persuasivo, atrás de um produto que sirva de virada financeira em sua vida. Até que em certo momento aparece o restaurante do McDonald's.
Foi paixão à primeira vista. A partir de então vemos um Ray determinado a fazer parte daquele negócio e expandir para todo o país. Quando ele adquire uma participação nos negócios dos reais fundadores da rede, os irmãos Richard (Nick Offerman) e Maurice "Mac" McDonald (John Carroll Lynch) - ambos caricatos mas interessantes no contexto do filme - os entraves contratuais vão gerando diversos conflitos entre eles.
A estrutura narrativa traz um filme é ágil, com um problema sempre amarrado há uma solução e Keaton sendo a sensação em cena. Ele é o personagem do puro capitalista predatório que fará de tudo para conseguir o que quer. E mesmo assim, seu carisma faz o público torcer por ele contra os irmãos Mc Donald´s que parecem ter pouco tato à expansão do negócio. A relação entre esses três personagens é interessante, cômica, inusitada mas soa irreal em diversos momentos.
Apesar de baseado em fatos reais (e praticamente todos ocorreram), o Diretor incorpora à obra uma forma de contar a história em que Ray sempre que se vê em uma dificuldade, ocorre uma solução. E isso é utilizado durante todo o filme. Apesar de dar ritmo, perde-se em dramaticidade, em profundidade dos personagens e muitas situações tornam-se inverossímeis. A relação de Ray com seu contador é pouco explorada. Seu casamento termina não se sabe bem em que tempo do filme. Assim como quando que se inicia seu novo romance. São situações usadas como meros gatilhos para a fluidez do roteiro.
Keaton carrega esse filme de ponta a ponta. É um ator que, após seus 60 anos, vem numa ascendente incrível. Emplacando ótimos trabalhos, sendo o mais notório Birdman (2015) que lhe valeu o Oscar de melhor ator e Spotlight (2016), Oscar de melhor filme. Keaton está tão em evidência nesta obra, que clareia o real problema dela: não se vê a história do Mc Donald´s, se vê é a biografia de um farsante que alavancou o Mc Donald´s e eliminou os verdadeiros criadores. Seu nome: Ray Kroc.

Comentários