Star Wars - Os Últimos Jedi

Diretor: Rian Johnson
Roteiro: Rian Johnson, George Lucas
Elenco: Daisy Ridley, John Boyega, Mark Hamill, Oscar Isaac, Carrie Fisher
Orçamento: US$ 200 milhões
Gênero: Ação, Aventura, Fantasia

Rian Johnson, guardem este nome. Diretor do excelente Looper (2012), merece ser lembrado pelo  público referente aos bons trabalhos, mas principalmente por produtores e executivos de cinema preocupados somente com o tempo comercial de um filme e não com seu conteúdo.

Johnson entrega o melhor Star Wars pós trilogia finalizada na década de 80 e o melhor filme de ação do ano em 2h34min. Resumindo: um filmaço!

O início da história parte do final de Star Wars: O Despertar da Força (2015). Rey (Daisy Ridley) encontra o recluso Luke Skywalker (Mark Hammil) a fim de convencê-lo a voltar para a batalha contra o Império enquanto as forças Rebeldes vão sendo dizimadas pelo Líder Supremo Snoke (Andy Serkis).

O filme dá aos fãs as referências desejadas; as cenas com e sem combates no espaço são muito bem realizadas; os efeitos especiais são excelentes; temos no mínimo quatro boas atuações com Mark Hammil, Daisy Ridley, Carrie Fisher e Oscar Isaac que contribuem no seu conjunto às cenas de ação e emoção; e, claro, um roteiro muito bem estruturado e que foge do lugar-comum.

A forma como é desenvolvida a história é um aspecto relevante e muito positivo, tanto pelo ritmo quanto pela construção de narrativa. Em diversos momentos o espectador é surpreendido pelas viradas da trama. E isso tem o efeito desejado pois é bem executado amarrando bem as pontas e sendo claro, sem acelerar as resoluções. O tempo despendido para desenvolver os personagens e suas motivações auxiliam para enriquecer esse processo.

Há três histórias em paralelo e isso em momento algum prejudica o ritmo e a fluidez da história. As reviravoltas são muito boas e realmente surpreendentes. O Diretor Rian Johnson também satisfaz quando o filme parece cair para soluções simples e clichês; novamente há uma razão para determinada ação de um personagem. Outro ponto fantástico do filme é a construção do arco de personagem de Kylo Ren (Adam Driver). O conflito interno dele está melhor estabelecido e o próprio ator tem atuação superior em relação ao primeiro filme. Aliás, o arco que envolve o trio Rey, Luke e Kyle é o ápice do longa.

Nesta trama Finn (John Boyega) perde espaço. O personagem dele não tem o mesmo tempo anterior e nem é tão explorado. Ele tem uma missão que corre em paralelo à trama central. Quem ganha espaço em cena é o piloto Poe Dameron (Oscar Isaac). Com um pensamento atrelado à luta pela sobrevivência e um perfil de liderança, ele questiona e desafia ordens superiores. É um personagem que cresce durante o filme e provavelmente terá maior peso nas próximas sequências da franquia.

Princesa Leia (Carrie Fisher) e Luke Skywalker aparecem satisfatoriamente. A Direção teve todo um cuidado com a personagem da Princesa e, de certa forma, a homenageando (a atriz morreu em dezembro de 2016). Skywalker tem um arco interessantíssimo, com o roteiro jogando com muitas viradas e com o ator em cena em uma de suas melhores atuações na carreira. Talvez o que o público possa sentir falta é de uma grande luta de sabre e um melhor alinhamento de time de piadas em certas cenas. Meros detalhes que de forma alguma comprometem todas as virtudes deste excelente filme.


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