Em Pedaços
Título Original: Aus Dem Nichts
Direção: Fatih Akin
Roteiro: Fatih Akin, Hark Bohm
Elenco: Diane Kruger, Denis Moschitto, Numan Acar
Elenco: Diane Kruger, Denis Moschitto, Numan Acar
Distribuidora: IMOVISION
Gênero: Drama, Suspense
Estreia: 15 de março
Premiações: Melhor Filme Estrangeiro do Globo de Ouro de 2018; Melhor Atriz no Festival de Cannes em 2017.
Estreia: 15 de março
Premiações: Melhor Filme Estrangeiro do Globo de Ouro de 2018; Melhor Atriz no Festival de Cannes em 2017.
O Diretor alemão de origem turca Fatih Akin esperava que sua obra concorresse ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Mas sequer foi incluída na lista. Além de ser o vencedor do Globo de Ouro na mesma categoria, Diane Kruger também foi agraciada com o prêmio de Melhor Atriz de Cannes em 2017.
Katja Sekerci (Diane Kruger) é casada com o turco Nuri Sekerci (Numan Acar). Eles têm um filho de apenas 7 anos chamado Rocco. A apresentação é de uma família simples e feliz. Certo dia, ao deixar a criança com o pai para visitar uma amiga, Katja é surpreendida ao descobrir que ambos morreram devido a uma bomba colocada diante do escritório do marido.
Com esse enredo o título Em Pedaços não é à toa. É uma história dolorosa, triste, focada no sentimento de perda e busca de justiça. Amargurada, Katja vê a amiga grávida como reflexo de uma felicidade que foi arrancada dela. Os sogros gostariam de enterrar o filho e o neto na Turquia, mas ela se opõe. Os policiais que investigam o caso a fazem lembrar continuamente que Nuri era ex-traficante e sua morte pode ser devido a uma desavença ou ato de vingança.
Desta forma, Katja aos poucos vai se enclausurando no seu mundo de luto. Em meio a drogas e a saudades, o público vê em cena uma mulher que além de expressar seus sentimentos de perda, não deixa dúvidas sobre o amor que tinha pela família e a qual acredita que o ato se trata de xenofobia. Aí está a virada na obra do Diretor Fatih Akin. Aos poucos a história se desprende do momento ocorrido, ganha outro ritmo e insere um novo cenário como elemento preponderante: o tribunal.
Junto com o advogado Danilo (Denis Moschitto), Katja acusa um casal com tendência neonazista de ter deixado a bomba no local da explosão. Provas, testemunhos e embate entre acusação e defesa viram o foco. É um duelo interessante. Vê-se uma justiça que almeja ser transparente frente aos fatos, mas isso não significa que será justa.
Então no terceiro ato, chamado de O Mar, Katja terá sua redenção. Neste momento o filme deixa de ser surpreendente. Volta ao drama particular e perde o sentido humano para se tornar uma mera vingança. No entanto, deve-se considerar relevante esta obra por trazer um olhar interno e pontual de uma Alemanha que vive uma ascensão de neonazistas. Realidade essa que já acarretou em diversos atentados a bombas nos últimos anos. Junto à questão migratória, a sempre presente situação de xenofobia e preconceito. Mesmo sem profundidade, é uma abordagem corajosa de um Diretor já reconhecido no mercado europeu. E, claro, conferir o excepcional trabalho de Diane Kruger que carrega esse drama de ponta a ponta.

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