Vingadores: Guerra Infinita

Título Original: Avengers: Infinity War
Direção: Joe Russo, Anthony Russo
Roteiro: Scott Z. Burns
Elenco: Robert Downey Jr., Chris Hemsworth, Chris Evans mais
Distribuidora:DISNEY / BUENA VISTA
Gênero: Aventura, Ação
Orçamento: US$ 300 milhões
Estreou: 26 de abril de 2018

Dez anos após o início de um projeto de construção e apresentação do seu universo, a Marvel apresenta, para os fãs chegou um dos momentos mais esperados, Vingadores: Guerra Infinita. A grande união de heróis contra o poderoso vilão Thanos (Josh Brolin). E não há decepção. G.I. consegue com proeza unir os grandes nomes em três histórias paralelas, respeitando o tom e característica de cada um.

Com um início de impacto, a dupla de Diretores Russo vai explorar, ao longo do filme, Thanos. De forma interessante, revela-se um vilão com razões, crenças e objetivos bem definidos. Há um elo emocional importante e que aumenta ainda mais a tensão e drama de seu arco. Thanos é imponente, forte. Seu objetivo está tão enraizado que não poupa esforços e poderes para suas conquistas. E isso é mostrado de forma linear, com batalhas bem construídas e até diálogos interessantes (sim, isso surpreendeu positivamente).

Aliás, esse é um elemento que identifica a inserção do drama no gênero concretizado pela aventura cômica. O momento de piadas fica evidente com os Guardiões da Galáxia. Já a seriedade e a sobriedade, com o Capitão América. Mas de forma geral, e muito devido ao vilão, o drama e a tensão são os elementos que carregam a história (de novo, surpreendeu positivamente).

Há de se aplaudir o trabalho dos irmãos Russo por respeitarem os personagens. Quando Doutor Estranho (Benedict Cumberbatch) aparece e é confrontado por Tony Stark (Robert Downey Jr.), as formas e maneiras que como ambos reagem, dentro do que o público já conhece, soa muito real e natural. Quando Peter Quill (Chris Pratt) aparece todos sabem que é o momento de piada, algumas funcionam outras não. Mas a essência de cada um está ali. E isso traz reconhecimento e proximidade com o espectador.

O filme ganha em ação e se potencializa conforme os minutos correm. Mas após a separação do grupo de heróis em três frentes, há uma perda de ritmo para amarrar a história. As lutas e os efeitos especiais estão muito bons. Há sinergia entre os personagens e os Diretores souberam trabalhar os poderes de cada um para complementar a parceria.

De todos os heróis importantes neste filme, o que parece ter um grande peso e ainda não teve filme solo é o Visão. E o público (leigo em HQ) carece disso. Esse personagem é fundamental para essa narrativa. Mas pela falta de conhecimento, não se tem a devida compreensão de seus poderes, motivações e como ele lidou com o peso da função que carrega. Além dele, sente-se falta de o Homem-Formiga e Hulk (Mark Ruffalo) aparece pouco em prol de Bruce Banner.

Homem-Aranha (Tom Holland) sempre tem grandes passagens. E o Homem de Ferro realmente vai sentir o baque do enfrentamento com Thanos. São 2h29min de um filme com muita ação e personagens que prendem atenção do público. É divertido. Há entretenimento puro ali. As três ações dos heróis em paralelo e o foco no vilão são os maiores acertos desta obra.

[Spoiler]
Vingadores é um filme de aventura, um entretenimento. Mas com Thanos o peso dramático é ressaltado devido aos dois sacrifícios que ocorrem. O público sente esse impacto. E são duas mortes relevantes, que serão lembradas adiante. Como essas cenas ocorrem no início e no meio da história, o espectador fica apreensivo com o que pode acontecer nos enfrentamentos entre os outros heróis e Thanos. Isso funciona muito bem e eleva a carga emocional no filme.
[Fim do spoiler]

É inegável que a Marvel entrega um bom filme que agradará a crítica e aos fãs. São 10 anos de planejamento que culminam em uma grande entrega. A primeira parte de Guerra Infinita é um acerto inquestionável.

*Há uma cena pós-créditos.



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