Deadpool 2

Título Original: Deadpool 2
Direção: David Leitch
Roteiro: Rhett Reese, Paul Wernick e Ryan Reynolds
Elenco: Josh Brolin, Ryan Reynolds, Morena Baccarin ...
Distribuidora: FOX
Gênero: Ação, Comédia, Aventura
Orçamento: US$ 110 milhões
Estreia: 17/05

Menos surpreendente que o primeiro, Deadpool 2 mantém a pegada no segundo filme. Escrachado ao limite, com linguajar cheio de palavrões, mortes absurdas, muita ação e um ritmo veloz. E até com um draminha.

O propósito do filme é ser constante nas piadas, uma atrás da outra. É uma tática arriscada, mas aqui dá certo. Mesmo que nem todas as ironias e referências sejam engraçadas, algumas irão tirar  gargalhadas do público de forma espontânea. Não ter pudor e vergonha alheia, faz com que o roteiro brinque com um universo incrível. Sobram gozações a DC, Marvel, X-men, personagens, atores e, claro, ao próprio Ryan Reynolds.

A história nesta obra está centrada no tema família. Para Deadpool (Ryan Reynolds) ter a devida compreensão do fardo ou prazer que é ter uma, terá que cair na porrada. A peça-chave na trama será o jovem mutante Russel (Julian Dennison), que busca vingança por ter sofrido tratamento não convencional nas mãos de pessoas más. Já o soldado Cable (Josh Brolin), que vem do futuro, tem como missão matar Russel.

Ao lado do seu velho amigo Colossus, Deadpool forma o novo grupo X-Force (óbvio, outra tiração de sarro a X-men). Ainda conta com o auxílio do amigo-taxista Dopinder (Karan Soni), do barista Weasel (T.J. Miller) e da nova e interessante personagem Domino (Zazie Beetz) que conta com a sorte para vencer adversidades. Outras boas surpresas aparecerão.  

Se o drama de Deadpool é buscar algum tipo de redenção, a de Cable é uma missão vilanesca, mas ambos possuem motivações semelhantes. Nesse aspecto, o roteiro constrói um arco interessante e estabelece um vínculo relativamente interessante.

O que não sustenta Deadpool é que talvez ele tenha caído numa armadilha: sua própria receita. Sem o fator surpresa do primeiro filme, já se pressupõe as barbaridades que podem ocorrer e as infinitas referências. São interessantes, engraçadas mas desprendem o público da narrativa. Exemplo: Cable é um personagem muito fraco. Se fosse melhor trabalhado e desenvolvido, poderia realçar o real sentido de Deadpool e dar um equilíbrio no tom enaltecendo a história.

Quem desejar ver um filme de peito aberto para todo tipo de piada, sairá satisfeito da sala de cinema. Há problemas claros no filme como cortes abruptos de cenas e que emendam passagens com personagens de forma onipresente. Apesar de brincar com o próprio orçamento, há uso excessivo de CGI e que são, por vezes, muito ruins. Passagens com slow motions também são uma constante. Às vezes funciona bem com uso da trilha. Mas tudo, obviamente, no contexto de Deadpool pode (?) ser perdoado.

Com faixa etária a partir de 18 anos, é bom se preparar para ver de tudo.

*O mutante invisível (Vanisher) recrutado na nova equipe X-Force de Deadpool aparece em um lapso de tempo. Uma participação especial de Brad Pitt. **Há duas cenas pós-créditos que são as melhores até hoje vistas.




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