Jurassic World: Reino Ameaçado

Título Original: Jurassic World: Fallen Kingdom
Direção: Juan Antonio Bayona
Roteiro: Colin Trevorrow, Derek Connolly
Elenco: Chris Pratt, Bryce Dallas Howard, Jeff Goldblum
Distribuidora: UNIVERSAL PICTURES
Gênero: Aventura, Ação, Ficção científica
Orçamento: US$ 170 milhões
Estreia: 21/06/2018


A sessão nostalgia está de volta. Continuação de Jurassic World (2015), traz agora o subtítulo Reino Ameaçado. Com um início trepidante, o início é empolgante. Um grupo de exploradores está no Parque da ilha Nublar, já desativado comercialmente, em busca de um DNA jurássico (de novo?). Eles tentam rapidamente encerrar o trabalho e sair daquele ambiente inóspito, ainda dominado pelos gigantes (sim, de novo!). Todos os elementos que fizeram dessa saga um sucesso nas mãos de Steven Spielberg estão neste início de filme. Dando o devido fan service esperado. Quando inicia o real trabalho do Diretor Juan Antonio Bayona (O Orfanato de 2008), percebe-se o uso de cores e montagem de cenas voltadas ao terror e suspense. Pena o roteiro não acompanhar com a mesma  desenvoltura.

Toda boa surpresa que ocorreu em Jurassic World como a relação de um instrutor com o velociraptor e o tema ético sobre a criação de um novo dinossauro, não ocorre nesta obra. É uma repetição incrível e pobre de narrativa de J.W. Claire Dearing (Bryce Dallas Howard) vai atrás de Owen Grady (Chris Pratt) para se juntar em uma nova operação; há um vilão inescrupuloso; uma criança perdida em meio aos dinos; e um predador mortífero. Preso nas suas receitas e viradas, o filme também não consegue estabelecer uma história interessante. Muitos personagens caricatos, falta de fluidez no desenvolvimento do drama e o inexplicável abandono de aprofundar a história da pequena Maisie Lockwood (Isabella Sermon). Mesmo após uma importante revelação através de uma foto, não há continuidade.


T-Rex marcando presença

As viradas de chave no filme são previsíveis e esperadas. O casal que tanto agradou no primeiro filme, desanda tamanho são os diálogos mornos. Chris Pratt tem uma das atuações mais instáveis de sua carreira. Culpa também do roteiro que não estabelece qualquer desenvolvimento para seu personagem. Bryce Dallas Howard consegue manter um nível interessante de atuação. E possui um arco dramático com um dilema moral interessante. Mas pouco explorado pelo espanhol Bayona que, quando tem a oportunidade de fugir do convencional, trabalha com esmero em cenas de ação e suspense.

Há uma história neste filme. Uma questão ética é levantada e a moralidade de pessoas questionada. Mas é tudo de forma tão superficial e pouco orgânica, que não traz qualquer credibilidade e não envolve o público. Se na obra há três grandes momentos de ação, o restante é tão embaralhado e perto do enfadonho que as 2h8min de filme são um excesso.  

A essência de Jurassic Park está ali. Inegável. Uma brecha para a continuação está pronta. Com menos excessos, um roteiro melhor elaborado e entendendo que este é um filme centrado em pessoas com quem o público deve se preocupar, algum brilho poderá haver no terceiro longa. Talvez seja hora de Spielberb retomar as rédeas dos dinos.


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