Parque do Inferno

Título Original: Hell Fest
Direção: Gregory Plotkin
Roteiro: Seth M. Sherwood, Blair Butler,  William Penick, Christopher Sey, Akela Cooper
Elenco: Amy Forsyth, Reign Edwards, Bex Taylor-Klaus
Distribuidora: PARIS FILMES
Gênero: Terror
Orçamento: US$ 5,5 milhões
Estreia: 22/11/2018

Filme Parque do InfernoSinopse: Todos os anos milhares de pessoas seguem o Hell Fest para experimentar o medo neste macabro parque temático. Para um visitante, Hell Fest não é uma atração – mas sim um campo de caça.

Parque do Inferno é o típico filme de terror juvenil com algumas homenagens a obras passadas do mesmo gênero e que deve agradar aos fãs da pipoca, já que não passa de uma simples diversão cinematográfica. Logo de início é apresentada uma cena que é a motivação de toda a narrativa: uma jovem fugindo desesperada de um mascarado.

O prelúdio já marca o que o público assistirá. Então a curiosidade é saber quem são os jovens perseguidos, como morrerão e se o serial killer será eficiente. Mesclando filmes como Pânico (1996) e Sexta-Feira 13 (1980), o Diretor Gregory Plotkin desenvolve uma boa produção que remete à nostalgia do público. Na turma de jovens há o par romântico, os que querem só se divertir e a descolada.

O assassino mascarado lembra muito Jason de Sexta-Feira. Não costuma correr mas sempre alcança as vítimas. Quando falam com ele, não interage. Usa máscara. Sempre com uma postura ameaçadora. E gosta muito de usar facas para dar fim a suas vítimas. Contudo, o personagem emplaca uma espécie de assobio quando próxima das vítimas. Um registro de marca própria.

Grupo de amigos reunidos no Parque do Inferno
Grupo de amigos reunidos no Parque do Inferno

O cenário do parque com brinquedos que remetem a sustos e halloween são uma boa sacada da produção e formam um ambiente propício para o que o Diretor propõe. Trabalhando em cenários fechados e em um universo pequeno, facilita para o público a noção espacial e funciona bem o artifício da ilusão frente a tantos fantasiados e com utensílios falsos na mão. Mas qualquer outro elogio seria ser conivente com a pobreza do roteiro, dramatização e interpretação.

Há muitos cacoetes utilizados ora para deixar alguém em um ambiente sozinho (mesmo o parque estando lotado), ou gerar situações e motivações pobres para separar o grupo de amigos. É  inconveniente, também, quando o filme tenta ser levado a sério ao invés de permanecer no escrachado. Exemplo ocorre quando ao ser alertado sobre um possível assassino no parque, o segurança diz não poder fazer nada. Ah, tá bom.

Outra situação embaraçosa e inexplicável dentro do contexto do filme, é quando se deseja dar humanidade ao matador. Uma cena completamente equivocada e fora de time. As atuações não merecem nenhum comentário relevante e a história em si não possui um desenvolvimento que não seja a de criar situações em que o louco mascarado de capuz caminhe atrás de pessoas a serem abatidas.

O longa não é um desastre. Irá sim agradar aos fãs do gênero ou a quem não deseja ter um compromisso cinematográfico relevante. É preparar a pipoca e deixar acontecer. Literalmente.



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

HOMEM-ARANHA NO ARANHAVERSO

CEMITÉRIO MALDITO

JURASSIC WORLD: DOMÍNIO