CREED II

Título Original: Creed II
Direção: Steven Caple Jr.
Roteiro: Cheo Hodari Coker, Ryan Coogler
Elenco: Michael B. Jordan, Sylvester Stallone, Tessa Thompson
Distribuidora: WARNER BROS.
Gênero: Drama, Ação
Orçamento: US$ 50 milhões
Estreia: 24/01/2019

Filme CREED IISinopse: Adonis Creed (Michael B. Jordan) saiu mais forte do que nunca de sua luta contra 'Pretty' Ricky Conlan (Tony Bellew), e segue sua trajetória rumo ao campeonato mundial de boxe, contra toda a desconfiança que acompanha a sombra de seu pai e com o apoio de Rocky (Sylvester Stallone). Sua próxima luta não será tão simples, ele precisa enfrentar um adversário que possui uma forte ligação com o passado de sua família, o que torna tudo ainda mais complexo.

Fãs da franquia Rocky ficarão felizes com este novo filme: mantém uma história centrada no emocional com Sylvester Stallone ditando frases de efeito. Mas, em termos de inovação e de conteúdo, é um desperdício. O Diretor Steven Caple Jr. perde inúmeras oportunidades de tornar a obra memorável.

Com a volta de Ivan Drago (Dolph Lundgren) que prepara seu filho Viktor (Florian Munteanu) continuamente para ser o grande vingador e campeão no boxe, esperava-se um embate com Rocky. Até acontece em um encontro casual, no restaurante do grande campeão. Ali, os dois pesos pesados  poderiam colocar pra fora todos os fatos e dramas que carregaram durante muito tempo. O quão doloroso para ambos é. Mas o resumo da pobreza é vai ter vingança.

A superficialidade de diálogos segue até mesmo nas lutas. Creed: Nascido Para Lutar (2015) profissionalizou o boxe cinematográfico com tomadas audaciosas e dinâmicas, além de fazer questão de mostrar toda a estrutura que há por trás do evento. Neste novo filme, o Diretor é contido e não desenvolve nada relevante nos embates.

Cena do Filme CREED II
Adonis Creed  e Rocky juntos novamente

Preservando-se na ação, o drama de Adonis Johnson (Michael B. Jordan) como campeão desafiado junto aos novos desafios familiares traz no seu personagem uma bagagem mais dramática. O carinho dele com o tio Rocky sempre parece genuíno. Mas as discussões nem tanto. Então, as motivações para encarar Viktor no ringue são desencontradas e aí, também, faltou melhor diálogo com Rocky. Já que passou por situação muito semelhante em Rocky IV (1985), o sentimento de  simples vingança e o que isso pode acarretar na vida de cada um é novamente esquecido.

Há momentos propositais para os fãs. A narrativa é crescente. Depois de um primeiro ato fraco, o longa se reencontra em tela tendo um equilíbrio maior entre drama e ação. É muitas vezes apelativo com cenas vistas e revistas em outros Rocky, mas não se pode negar que consegue ser funcional. A mensagem final deu uma leveza à monotonia das ações anteriores. Mas é perceptível que um filme como este, com um Diretor preso ao convencional, fica refém à receita. Faltou transpirar.



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