BRIGHTBURN - FILHO DAS TREVAS

Título Original: Brightburn
Direção: David Yarovesky
Roteiro: Brian Gunn, Mark Gunn
Elenco: Elizabeth Banks, David Denman, Matt L. Jones
Distribuidora: SONY PICTURES
Gênero: Terror
Orçamento: US$ 7 milhões
Estreia: 23 de maio de 2019

Sinopse: Quando uma criança alienígena cai no terreno de um casal da parte rural dos Estados Unidos, eles decidem criar o menino como seu filho. Porém, ao começar a descobrir seus poderes, ao invés de se tornar um herói para a humanidade, ele passa a aterrorizar a pequena cidade onde vive, se tornando uma força obscura na Terra.

Nave cai no Texas. Casal adota o bebê alienígena. Quando começa a crescer, aos poucos vai percebendo que possui poderes. Claro que não é mera coincidência com a história de origem de Superman que, ainda criança, recebe um sermão do seu pai sobre o poder que tem e como a humanidade pode temê-lo.
O diretor David Yarovesky resolve tomar dois caminhos diferentes da convencional jornada do herói. Ao invés de surgir um personagem bondoso com super poderes, Brandon Breyer vê seus poderes aumentarem à medida que se sente intimidade e traído. Logo, cada vez mais forte emerge o desejo de supremacia. Na convivência social, seus colegas o acham estranho e as questões de bullying tornam-se rotineiras. Neste momento, a raiva e o poder se cruzam e a obra torna-se um verdadeiro filme de terror.

A ideia em si é muito boa e quebra com o estereótipo de haver só bondade no poder. Brandon é um personagem que consegue migrar do cativante ao diabólico com destreza e isso ajuda muito em diversos momentos da história. A mãe devota Tori Breyer (Elizabeth Banks) é o contraponto do pai, no papel de ser protetora e benevolente com o filho.

cena do filme Brightburn
Casal descobre criança na floresta depois de queda de nave

O filme deixa de ser interessante quando o roteiro começa a ser previsível e as viradas dramáticas são repentinas e rasas. Há uma passagem no terceiro ato do filme entre pai e filho que todos da plateia sabem o que vai acontecer e não há absolutamente nada de criativo ou fora da curva. Simplesmente ocorre, exatamente, o que se imaginava.

Parece que Yarovesky ficou preso ao roteiro de Brian Gunn e Mark Gunn e não soube desenvolver corretamente cenas cruciais. Outro aspecto que destoa, são as mortes que acontecem. A forma como ocorrem retrata o quanto de maldade há em Brandon, mas há excessos e exageros que chegam perto do mal gosto ou do simples “prazer” de mostrar o sofrimento. E aí perde o sentido da representatividade da cena. O público já entendeu que Brandon é um menino frio e que não demonstra pena ou amor. Ter em cena a morte com sofrimento é dar ênfase ao que não acrescenta.

Isso poderia ser proveniente de uma inspiração nos filmes de Sexta-Feira 13. É um terror trash com mortes esdrúxulas, mas tão sem cabimento que perdia-se no cômico. Brightburn em nenhum momento faz referência ao gênero. É um trabalho voltado ao terror que utiliza o subgênero gore para tornar uma boa ideia em algo sem essência.

Curiosidades:
O desenho feito por Brandon diversas vezes no seu caderno e nos locais dos crimes é inspirado no símbolo do mangá Berserk, chamado Marca do Sacrifício.




Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

HOMEM-ARANHA NO ARANHAVERSO

CEMITÉRIO MALDITO

JURASSIC WORLD: DOMÍNIO