ROCKETMAN
Título Original: Rocketman
Direção: Dexter Fletcher
Roteiro: Lee Hall
Elenco: Taron Egerton, Jamie Bell, Richard Madden...
Distribuidora: PARAMOUNT PICTURES
Gênero: Biografia, Drama, Musical
Orçamento: US$ 40 milhões
Estreia: 30/05/2019
A trajetória de como o tímido Reginald Dwight (Taron Egerton) se transformou em Elton John, ícone da música pop. Desde a infância complicada, fruto do descaso do pai pela família, sua história de vida é contada através da releitura das músicas do superstar, incluindo a relação do cantor com o compositor e parceiro profissional Bernie Taupin (Jamie Bell) e o empresário e o ex-amante John Reid (Richard Madden).
A entrada triunfante emoldurado por luz celestial e adornado com lantejoulas, penas e chifres como um diabinho de asas vermelhas são pequenos passos dados até uma porta em busca da verdade. É lá que dentro, para um grupo de terapia, que Elton John (Taron Egerton) irá expor seus demônios buscando entender o que ele era, deixou de ser e o que tornou-se.
De forma equilibrada em sintonia com o drama, o musical e o lúdico, o Diretor Dexter Fletcher (mais conhecido por atuar) faz um trabalho refinado. A questão do vício em drogas, o alcoolismo e a homossexualidade são mostrados mas sem fazer disso a abordagem principal da narrativa. O compilado desses fatores atrelado à falta de amor paterno tornam Reggie em Elton John.
Quando sobe no palco, a pessoa torna-se astro. E o astro jamais pode frustrar seus fãs. A relação abusiva com seu agente turbina esse ideal. O show tem que acontecer, independente da situação. E é com muito brilho e sempre exuberante que Elton John se apresenta.
Produção visual e Figurino em Rocktman são trabalhos incríveis
Com uma fotografia rica em cores e inspirada no lado lúdico do roteiro, outros pontos técnicos se sobressaem como alguns plano-sequências e, principalmente, as transições de cenas muito bem feitas mesclando corte ou inserindo o elemento musical. Esse, por exemplo, é o aspecto mais interessante. Apesar de nem todos apreciarem os musicais, Fletcher demonstra ter domínio perfeito de quando iniciar e acabar esse ciclo, o que torna a experiência muito agradável.
Para quem é fã, o lado musical realmente é um fan service. No aspecto cinematográfico é um filme bonito, rico em elementos de cena que caracterizam tanto o personagem em si quanto encorpam de forma propositiva a narrativa. A atuação de Taron Egerton é de destaque. Ele transita muito bem entre o drama, o irônico e como aquele que sofre em diversos lados afetivos.
A música, muitas vezes apresentada, prejudica o ritmo em alguns momentos. Todos aqueles que cercam o astro, possuem papéis coadjuvantes e não são desenvolvidos em profundidade. O processo criativo de composição da música é funcional para o roteiro, mas sem qualquer outro objetivo. E há passagens totalmente desnecessárias como o casamento do astro com Renate. São escolhas definidas no projeto. O centro de tudo é Elton John. Ele é a estrela a brilhar, mesmo que lá no espaço, ele possa ver só solidão.
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