HOMEM-ARANHA: LONGE DE CASA
Título Original: Spider-Man: Far from Home
Direção: Jon Watts
Roteiro: Steve Ditko
Elenco: Tom Holland, Jake Gyllenhaal, Zendaya
Distribuidora: SONY PICTURES
Gênero: Ação, Aventura
Orçamento: US$ 160 milhões
Estreia: 04 de julho de 2019
Sinopse: Peter Parker (Tom Holland) está em uma viagem de duas semanas pela Europa, ao lado de seus amigos de colégio, quando é surpreendido pela visita de Nick Fury (Samuel L. Jackson). Convocado para mais uma missão heróica, ele precisa enfrentar vários vilões que surgem em cidades-símbolo do continente, como Londres, Paris e Veneza, e também a aparição do enigmático Mysterio (Jake Gyllenhaal).
Sem delongas, o espectador é apresentado ao personagem Mysterio (Jake Gyllenhaal) que salva um pequeno vilarejo de um ser destrutivo em formato de areia. Nick Fury (Samuel L. Jackson), que presencia o heroísmo, recrutará o novo personagem para aliar-se ao seu time.
Em paralelo, Peter Parker (Tom Holland) já está envolvido novamente na escola (após os ocorridos em Ultimato) e completamente interessado em MJ (Zendaya). Jon Watts, de novo na Direção, faz aqui um trabalho com poucas explicações mas acha espaço para esclarecer a linha do tempo daqueles que voltaram cinco anos depois da dizimação de Thanos, no evento chamado de Blip.
A ausência do Homem de Ferro é notada desde o primeiro minuto do filme e faz com que o Aranha carregue um fardo por isso. Há pressão da mídia e populares para saber quem assumirá seu lugar. Indo para a Europa em um passeio escolar, Parker deseja um merecido descanso. Mas é no velho continente que seu caminho cruzará com Mysterio e os dois serão recrutados para salvar o mundo.
Esse encontro específico para o espectador que não acompanha quadrinhos irá gerar boas surpresas, já para os fãs, absolutamente, nada. Ao menos o Diretor Jon Watts não faz desse momento o ápice dramático. Aliás o filme tem boas sequências de ações e, em especial, as cenas onde o Homem-Aranha é enganado e combatido através de ilusões. Tom Holland tem carisma e é um ator ágil e versátil. Migra do drama para o cômico de forma natural e mantém uma boa sintonia em tela com os demais personagens.
Peter Parker e Happy Hogan juntos novamente
No entanto, Longe de Casa é um longa menos prazeroso do que De Volta ao Lar (2017). A começar com o vilão pouco aprofundado e que tem no encerramento do seu ciclo uma solução de roteiro pueril. Mesmo caricato, Jake Gyllenhaal entrega um bom trabalho. A nova paixão de Peter, MJ, quando juntos possuem sintonia. Mas falta um melhor desenvolvimento da personagem para justificar o interesse de Peter a fim de não parecer um gancho de roteiro. São esses pequenos desajustes que fazem o filme perder o equilíbrio. Inclusive, essa é uma obra de ascenção, já que o primeiro ato é realmente sofrível.
A obra é sustentada no gênero comédia em muitos momentos e, infelizmente, nem sempre é engraçado. São muitos elementos e personagens que estão inseridos em cena para simplesmente servirem de alívio cômico. O caso exemplificativo são os dois professores que não funcionam em nenhum momento. Ou o casal relâmpago formado no avião que pouca relevância tem.
Mesmo sabendo trabalhar com gêneros diferentes, é visível a dificuldade de Jon Watts conseguir encontrar o melhor ritmo e narrativa aqui. Ele tem que lidar com os fatos ocorridos em Ultimato (2019) sem fugir do universo do Aranha. Esse seria o momento perfeito para o amadurecimento de Peter. Mas não. O filme aparenta ser uma mera continuação do primeiro e, inclusive, tendo o Homem de Ferro como elemento condutor dos atos do jovem Vingador.
Impossível sair do cinema frustrado. Mas verdade seja dita, o que realmente faz valer o ingresso do cinema é a primeira cena pós-créditos.
Cenas pós-créditos:
Há duas cenas pós-créditos. A primeira tem relação direta com o filme. Apresenta um novo e velho personagem e finaliza com o vilão fazendo uma revelação.
A segunda, realmente após todos os créditos, não é relevante mas inicia uma contextualização do novo Universo da Marvel.
Indicação: ver o filme em IMAX
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