1917

Título Original: 1917
Direção: Sam Mendes
Roteiro: Krysty Wilson-Cairns, Sam Mendes
Elenco: Dean-Charles Chapman, George MacKay, Daniel Mays
Distribuidora: UNIVERSAL PICTURES
Gênero: Drama, Guerra
Orçamento: US$ 100milhões
Estreia: 23/01/2020

Filme 1917Sinopse: Os cabos Schofield (George MacKay) e Blake (Dean-Charles Chapman) são jovens soldados britânicos durante a Primeira Guerra Mundial. Quando eles são encarregados de uma missão aparentemente impossível, os dois precisam atravessar território inimigo, lutando contra o tempo, para entregar uma mensagem que pode salvar cerca de 1600 colegas de batalhão.

Um campo repleto com grama alta que balança ao vento demonstrando beleza e vida frente à Primeira Guerra Mundial que se desenrola. Assim tem início 1917 do Diretor Sam Mendes, vencedor do Oscar com Beleza Americana em 2000.

A primeira parte de 1917 é realmente impactante. De cara a inserção na Guerra com a câmera em movimento contínuo já traz vibração e incômodo no espectador. Os dois protagonistas que caminham desenfreadamente vão cativando e conquistando o público através de bons diálogos, a demonstração de confiança e necessidade de ajuda entre eles e das cenas de ação. O roteiro é muito feliz ao unir esses elementos descritos com a obrigação dos dois serem enviados a uma missão quase suicida em que precisam atravessar o front com o objetivo de entregar um comunicado ao comandante de outro batalhão.

Os primeiros minutos da obra de Sam Mendes são de tirar o fôlego. A travessia dos cabos por áreas onde possivelmente os alemães já haviam se retirado, sem certeza disso, causa uma ansiedade em quem assiste. Se esse fator dúvida tende a gerar tal sentimento, o elemento técnico da câmera que acompanha os protagonistas de forma contínua como um único plano sequência incrível, faz com que a imersão nesta longa caminhada seja total. O trabalho de som também é excepcional. A trilha funciona nos momentos de tensão e os estampidos de tiros com a respiração ofegante, vento, barulho do pisar, tudo isso são elementos que se somam a mise en scene e só dão mais credibilidade ao trabalho de Mendes.

Cena do filme 1917
A fotografia de 1917 é um dos destaques

Há cenas magníficas durante o filme: soldado parado olhando para as chamas (momento Apocalypse Now); a batalha das aeronaves pelo ponto de vista dos cabos que rende uma sequência espetacular; a corrida do cabo em meio a outros soldados com a câmera abrindo um zoom out em meio a explosões e tiros. Espetáculo em tela! 

Se o diferencial da obra até então é conseguir introduzir uma história com ação com dois personagens que aos poucos envolvem o público, Sam Mendes parece titubear na segunda parte do longa. Quando novos personagens e diálogos são introduzidos e a intencional super humanização de um personagem específico se faz totalmente desnecessária. Infelizmente, há bengalas de roteiro inesperadas. Um toque especial de James Bond. Personagem o qual Sam Mendes já teve o privilégio de dirigir, mas que aqui não tem o mínimo espaço. Chega a ser vergonhoso. E isso só ocorre pelo que foi proposto no início da obra.

Quando nenhum tiro do oponente acerta o alvo, quando o protagonista sempre consegue sair de dificuldades de formas convencionais, o público sente-se enganado e sabe, que mais à frente, um final bonitinho está sendo preparado. Aí o elemento Guerra perde ainda mais o contexto para tornar-se, novamente como em tantos outros filmes, um evento de entretenimento. Aliás, aos que apreciam, logo notarão a filmagem no modo video game. Não é um demérito. Tecnicamente é um espetáculo. Quanto à narrativa, há perdas.

Audacioso no início, Mendes acaba abraçado ao elemento técnico do filme. A fotografia e as filmagens com movimentos de câmera incríveis prevalecem. Uma imersão cinematográfica como poucas. Mas é preciso mais que isso para se tornar um épico. Aí, passou longe.

Premiações: Globo de Ouro de melhor Drama e de melhor Diretor.
BAFTA: 9 indicações.
OSCAR: 10 indicações.




Trailer

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

HOMEM-ARANHA NO ARANHAVERSO

CEMITÉRIO MALDITO

JURASSIC WORLD: DOMÍNIO